Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Recalculando rota

novembro 29, 2016

Eu vivo em um mundo injusto. Eu não gosto do sistema em que estou inserida. Mas eu gosto demais da vida. Daí a minha permanente necessidade de “dar a minha contribuição” para que um dia esse sistema seja diferente.

Tenho me envolvido cada dia mais, com espaços que falam sobre isso, que questionam isso. Mas em geral, a gente é obrigado a continuar se adaptando a esse bendito sistema opressor e injusto.

Fui criada por pais bem sonhadores, pessoas que acham que as coisas podem simplesmente ser boas. Isso parece ser simples e óbvio, mas quando chega a vida adulta, a gente descobre que viver isso na prática faz deles, pessoas extremamente diferentes da maioria. Porque dentro do tal sistema duro, as pessoas vão endurecendo, por uma questão de sobrevivência.

Em um certo momento da vida, começamos a tomar decisões, e eu escolhi os caminhos menos tradicionais, os caminhos que me pareciam mais com o que eu sinto e penso de mundo. Em uma tentativa sonhadora, me inseri num pequeno subsistema dentro do sistema, meio que fazendo (ou tentando fazer) o contrário do sistema a que eu estou submetida.

Nunca achei que fosse fácil, mas em geral fui lidando com as coisas, algumas vezes de forma mais fácil, outras criando mais barreiras que soluções. Mas em geral, eu sempre tive a sensação de que viver dessa forma me fazia sentir construindo minha forma de mundo.

Levar as duas partes da vida, a privada e a pública, de forma que para mim pareciam dialogar entre si, me fazia achar sentido e força, para que uma alimentasse a outra.

De repente as coisas começaram a dar errado. De repente começou a ficar claro que não é mais possível manter o “contrasistema” funcionando. E aí eu neguei. Neguei para mim mesma o quanto pude, porque inconscientemente sabia que certas constatações, interferem em muito mais coisas que o simples fato.

Negar por tanto tempo não ajudou, e quando finalmente eu decidi lidar com a informação e aceitar a realidade, foi extremamente difícil.

As pessoas mudam de ideia, eu vivo mudando. Não é sensato esperar delas que elas se mantenham no mesmo lugar, só porque naquele caso eu não mudei. Mas a gente tem muita dificuldade pra admitir isso, e por isso sempre somos tão resistentes a aceitar as diferenças, as reações tão surpreendentes das outras pessoas às novidades que a vida vai apresentando.

Associar a construção da luta por uma mudança no mundo a uma experiencia pessoal, pode ter sido um dos maiores acertos, e ao mesmo tempo um dos piores erros nesse processo todo. Mas em geral, na hora que o projeto acaba, é preciso assimilar o fim, digerir a dor do fracasso, e recalcular a rota, porque afinal, ainda é preciso se adaptar ao tal sistema.

 

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Amor, raízes e belezas

abril 20, 2015

EsperandoGaelnaSerradaBarriga(386)

A identidade cultural de um povo é seu maior patrimônio. Conhecer a história dos antepassados fortalece a resistência e ajuda a mantes as conquistas, e até mesmo evoluir com elas.

Desde a sua adolescência, Pauliana procura estudar mais a história da cultura afrobrasileira. E em todas as vezes que sofreu racismo, sentiu ainda mais forte a necessidade de reafirmar sua raça, da qual tanto se orgulha. Ela sabe que ainda há muitas correntes a serem quebradas, mas reconhece a luta de quem conquistou tantos avanços.

EsperandoGaelnaSerradaBarriga(195)Ao conhecer Airton, um homem de pele clara e olhos verdes, ela teve a certeza de que as diferenças aparentes entre raças só fazem do mundo um lugar mais bonito. Apaixonados, eles vivem uma história de amor daquelas de ultimo capítulo de novela das 8.

Gael chega em julho deste ano. Pelos planos, deve chegar em um parto humanizado, e vai ser inserido em um ambiente de amor, tolerância e muito respeito. Desde o período da gestação, papai tem lido histórias legais pra ele. Mamãe tem cuidado de sua saúde e até começou a fazer aulas de pilates.

Pauliana e Airton querem que Gael saiba de onde veio, e que seja apresentado à história de luta e à cultura de seus ancestrais desde o início. Em um ensaio fotográfico para registrar a espera de Gael, Pauliana e Airton escolheram como cenário o Quilombo dos Palmares (o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de negros escravizados das Américas. Nele, reinou Zumbi dos Palmares). “É necessário se conectar com um símbolo sagrado da resistência da raça, principalmente em um momento como o que estamos vivendo hoje, em que está havendo nas periferias um genocídio dos jovens negros. Nos aproximar da história nos inspira a ganhar forças e continuar resistindo”, disseram.

Tive o prazer de fazer esse ensaio fotográfico, um dos trabalhos mais gratificantes da minha vida. Destaco aqui não apenas toda a riqueza cultural e histórica, que vejo nisso tudo, mas a imensa beleza estética, que por si só já justificaria infinito encantamento.

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Amor não era pra doer

janeiro 14, 2015

De repente a gente descobre que amar nem sempre é suficiente pra fazer bem a alguém. Os planos, as visões de mundo, as necessidades de cada pessoa, podem ferir a outra, mesmo sem querer.

É difícil admitir que não estamos nos fazendo bem, é difícil concluir que somos melhores na distância, que tudo ficou mais leve depois do afastamento.

A vontade de ligar pra dividir as novidades uma hora vai passar, mas ver que as coisas estão indo bem por aí me tranquiliza.

Maturidade nem sempre é resolver as coisas. Maturidade pode ser perceber que as coisas nem sempre são problemas a serem resolvidos, que a vida fica mais fácil se a gente não fica brigando contra ela. Eu não preciso me adequar, nem você. A gente só precisa viver de acordo com o que tá sentindo, sem alguém dizendo o tempo todo que esse não é o jeito certo.

Não existem verdades absolutas, e a gente tem que parar de tentar convencer quem a gente ama das nossas verdades. Não me leve a mal, eu só tô tentando me encontrar.

Não tenha dúvidas, o amor existe sim. E a torcida, o desejo de que tudo na sua vida fique onde deveria estar, a felicidade em ver cada vitória sua, isso é presente quase que diariamente pra mim. E eu sei que, mesmo com vontade de gritar na minha cara agora, você também está torcendo pela minha felicidade. Então por favor, fica bem.

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Me livrem dessa culpa

novembro 13, 2014

Se tem prisão maior que a culpa na sociedade atual, eu desconheço. Esse maldito sentimento que colocam na gente de forma inconsciente, ao longo de uma vida inteira, que nos impede de fazer quase tudo.

Ensinaram-me a comer, estudar, a trabalhar, a conversar, a andar… Mas, antes de tudo isso, me ensinaram a sentir culpa. Porque antes de qualquer coisa, me disseram que a mulher cometeu “o pecado” que nos tirou o direito de usufruir o paraíso. Depois eu ouvi que aquele menino mal vestido estava assim porque a mãe dele não se preocupou direito antes dele sair de casa. E a minha amiga, que teve o seu nome circulando na sala em uma folha de papel em que cada um dos meninos acrescentava um desaforo, tem culpa porque não sabia se comportar.

A culpa é sempre nossa. Eu não arrumei namorado no ensino médio porque comi demais e fiquei gorda. A empregada que foi estuprada pelo filho do patrão foi uma aproveitadora que seduziu ele. A piadinha que eu ouvi a caminho do ônibus quando tava indo para a faculdade, era culpa minha. Quem mandou eu vestir aquela calça justa? E cada chocolate, cada sorriso, cada beijo na boca, cada porre que eu resolver tomar, eu preciso saber que vai me custar bem caro. Porque prazer não é uma coisa que se tem direito assim.

Faça o que quiser, se você for mulher, nunca se livrará da culpa. Se o cara não me liga no dia seguinte, a culpa é minha que não soube me comportar. Se a gente ganha mais que o marido, é culpada por “ferir a masculinidade” dele. Se ele trai, ela não satisfez o seu homem. Até a violência, a gente faz por merecer. Se ele era casado (mesmo que eu não saiba), eu que fui seduzir o homem das outras. Se eu sinto desejo, tenho culpa, não sou mulher direita. Se não sinto, também tenho culpa, não sou mulher o suficiente.

Se o dinheiro nunca é suficiente, a culpa é minha que gastei demais. Quem mandou me sensibilizar com a propaganda que me disse que eu só seria aceita (no emprego, pelos homens, e até mesmo pelos desconhecidos na fila do restaurante), se utilizasse aquele bendito sapato, aquela bolsa incrível, aquele perfume milagroso…?

A culpa é sempre minha. E não importa o que eu faça, eu sempre vou estar errada. Nasci mulher, e isso já é erro suficiente para eu passar o resto da vida pedindo perdão.

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Tá bom, vou falar!

outubro 30, 2014

Ânimos à flor da pele, debates acalorados que transcenderam o processo eleitoral e parecem ter vindo para ficar. Discutir política agora é passatempo de quase todo mundo. Até aquela coleguinha da época do colégio, que fazia careta quando surgia o assunto, agora publica texto no Facebook opinando sobre corrupção, economia, regulação da mídia (que ela acha que é censura), reforma política e todas essas coisas “chatas”.

Eu sempre adorei a temática. Mas confesso que tenho o maior medo de falar bobagem e acabava evitando levantar polêmicas. Eu sempre penso “se eu falo alguma coisa, tenho que estar disposta a ouvir opiniões contrárias e até mesmo debater sobre o assunto”. Se escrevo e publico em uma rede social, o debate fica bem mais “qualificado”, porque além de poder rever o que foi dito, os participantes ainda podem fazer consultas ao Google a qualquer momento. Eu nunca me senti segura pra falar. Isso sempre limitou minhas falas (se você me conhece e acha que eu falo muito, se assustaria ao saber que na maior parte do tempo estou medindo o que digo por necessidade de aceitação). Aí eu compartilho umas memes no Facebook, curto as postagens do pessoal, e acho que tá tudo certo.

Mas aí vieram as eleições de 2014. E de repente a timeline no facebook não tem mais selfies na academia, nem frase da Clarice Lispector, nem foto de prato de comida caro… Agora o povo só fala de política. Quando menos esperava, eu tava comentando as postagens pra esclarecer que algumas informações publicadas não eram verdadeiras. Disso a começar a dar a minha opinião, foi um pulo.

Me chateei algumas vezes nesse período. Sofri quando comentei na postagem de uma amiga da época da faculdade e um professor que eu já admirei muito me desqualificou com agressividade e termos chulos. Lamentei ver o menino “mais inteligente” da minha sala do colégio falar bobagens a ponto de eu “desfazer a amizade”. E quando soube que teve gente próxima minha ameaçando dispensar a faxineira por causa do voto, senti a tão propagada raiva. Passou.

Mesmo assim isso é lindo. Sabe, as vezes eu achava que era duas: Uma que ia na balada com as amigas, e a outra que participava dos protestos na rua. No fundo, no fundo, achava que nunca seria aceita em um ambiente se ele soubesse que eu circulava no outro. Agora eu vou na balada e o pessoal tá falando de política, tá organizando protesto. E as(os) companheiras(os) de luta tão indo comemorar a eleição em um barzinho no Stella Maris. Não existe ninguém nesse mundo que eu concorde o tempo todo, nem o contrário. Enquanto não houver violência, as pessoas podem conviver, e até se amar, mesmo com a divergência.

Então, já que agora todo mundo tá a vontade pra dar pitaco, comecei a dar os meus. Como é de praxe, falo besteira muitas vezes, mas acho bom perder a vergonha de publicar o que eu tô pensando, senão não faria sentido defender tanto a liberdade de expressão, né?! Sempre com responsabilidade e verificando as fontes, claro.

E pra começar a “brincadeira”, uma declaração óbvia: Eu sou de esquerda!

Sim, de esquerda. Do tipo que acha justo os mais ricos pagarem mais imposto, que acha que o Estado tem obrigação de oferecer os serviços essenciais como saúde, educação, moradia, etc… Do tipo que não acredita em meritocracia como forma de administrar um país que começou no formato de colônia de exploração, passou por capitanias hereditária e tá dividido assim até hoje.

Eu chamo a Dilma de presidenta, não admito que você use termos racistas na minha frente, sou contra a redução da maioridade penal, e, pasme, sou totalmente a favor dos sem-terra.

Tudo bem pra você? A amizade continua?

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O fim do efeito sanfona – Enfrentando o inimigo invisível

outubro 4, 2013

Como emagrecer 15 quilos? A receita é aparentemente óbvia. Pratique uma atividade física, reduza as calorias que ingere, e tenha paciência que com o tempo os resultados aparecem.
A resposta está aparentemente certa, mas ela esquece de mencionar fatores fundamentais, que interferem diretamente na execução desse “plano simples”.

Será que mudar os hábitos alimentares e fazer aquela dieta que a nutricionista receitou é tão impossível assim? Será que eu sou tão absurdamente fraca que não consigo ter essa disciplina? O que tem de errado comigo? Por que será que eu prefiro ficar olhando o facebook, ou até assistindo novela (que já falei mil vezes que não presta), ao invés de passar uma hora caminhando na praia ou fazendo qualquer outra atividade física?

O problema é que estamos procurando soluções para a consequência, enquanto deveríamos nos preocupar com a causa. A velha história de “tomar um analgésico para resolver a dor de cabeça, quando na verdade você está com pressão alta e pode morrer disso”.

prisaoNão é preguiça, não é simplesmente opção pelo errado. O problema é que estamos em uma guerra contra um inimigo não declarado. E cada vez que você tentar mudar a ordem das coisas vai se deparar com uma infinidade de atrativos para manter as coisas do jeito que estão. Há quem ache que isso é “teoria da conspiração”, ou exagero mesmo, mas na prática eu sinto na pele o efeito dessa guerra.
Há quem tenha concentração suficiente para ignorar os apelos, mas eu considero imensamente torturante quando quero fazer uma coisa e tem centenas de apelos em contrário.

montagemPor exemplo: Imagina que você não pode coçar a cabeça. De repente você abre uma revista e tem um cara coçando a cabeça com a expressão de que isso é a coisa mais prazerosa do mundo. Liga a TV e tem várias pessoas conversando felizes enquanto coçam a cabeça (rola até um close na mão de alguém). Aí você sai na rua e tem milhares de cartazes bonitos, coloridos, com pessoas felizes coçando a cabeça. Isso se repete durante todo o dia, por toda a sua vida.

Você pode até conseguir resistir, mas o normal é que em algum momento você vai acabar repetindo o gesto.

A indústria alimentícia tem tido uma relação assim com a gente. É preciso resistir muito para não encher o corpo de substâncias que vão nos adoecer, entristecer e, possivelmente, engordar. O bombardeio de informações nos faz associar o prazer aos hábitos errados, muitas vezes de forma covarde, em que nem percebemos. Ou você acha justo uma criança ser ensinada que uma bebida láctea cheia de corantes e emulsificantes é tão nutritiva quanto um bifinho?

E no final, ao invés de se preocupar com os problemas de saúde que teremos, precisamos enfrentar sérios problemas sociais com a aparência que o nosso corpo adquiriu.

Então voltamos àquele cardápio, aparentemente fácil, que a nutricionista receitou. Como eu faço para seguir, se no “café-da-manhã de lançamento do prêmio” que eu fui convidada não tem nada do que é permitido? E no aniversário da minha avó, que a palavra saudável é proibida? E no shopping, que até tem opções de salada, coladinha com aquela pizza incrível? Como eu faço para encontrar os meus amigos senão indo a um bar, restaurante, show, ou qualquer coisa em que todos estão consumindo permanentemente aquelas coisas que me disseram que não posso?

Como não vou me sentir uma pecadora em processo de penitência, que fez alguma coisa muito errada e está pagando por isso?
Há quatro meses eu decidi que a culpa não é minha. Eu decidi que não posso pagar pelos crimes de uma indústria que me bombardeia por todos os lados, e depois me responsabiliza por eu estar indisposta e fora do padrão aceitável que ela mesma decidiu para mim.

A primeira ação dessa decisão, é ver que por mais atraente que seja o apelo da mídia, ele está querendo me levar para o abismo. É difícil lembrar isso todas as vezes, mas até aqui eu só cedi pouquíssimas vezes, diria que dá pra contar nos dedos de uma mão. Depois dessa decisão, tudo parece que ficou menos difícil (fácil ainda não é).

Então eu percebi que o problema não é estar gorda. O problema é estar dependente de açúcar, e perceber que ele é capaz de alterar o meu humor. Ou achar que só posso me divertir se for comendo, e que coisas como o álcool só podem ser retiradas da minha vida por um período curto (enquanto eu emagreço) e isso não é um conceito que eu inventei, que implantei para mim, é o formato de vida da maioria das pessoas, independente da classe social.

feiraResumindo, decidi que quero mudar. Cansei de “aceitar que dói menos”, agora vou “recusar para parar de doer”. E permitir ao meu corpo que ele tenha o prazer de ser bem alimentado, de conhecer sabores de frutas, verduras, e uma infinidade de alimentos naturais, preparados com comida de verdade, ao invés de produtos quimicamente preparados para desenvolver em mim um vício.

Sei que terei recaídas, mas como elas são raras exceções, meu corpo tem me agradecido de formas bem agradáveis. Meu sono está melhor, minha ansiedade reduziu drasticamente, minha pele está mais bonita, e até o meu cabelo está caindo menos. Sinto que isso é só o começo, e recomendo a todo mundo que experimente essa sensação, é deliciosa!

Eu

*Começo hoje uma pequena série sobre as relações de indústria, consumo, saúde e emagrecimento. Pretendo trazer a publico um pouco do que me angustia, do que aprendi com anos de efeito sanfona. Convido a todas e todos que estiverem dispostos a fazermos juntos uma reflexão sobre os prejuízos que nossa saúde tem sofrido.

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Olhando pra trás, pra sorrir mais – Retrô 2012

dezembro 14, 2012
Imagem produzida pelo facebook

Imagem produzida pelo facebook

Hoje de manhã me surpreendi com uma ideia que o facebook trouxe para as nossas timelines, a retrospectiva 2012. Empolguei-me, e fui conferir o ano de algumas pessoas queridas que compartilharam, rolou uma decepção. Ao clicar para ver a retrospectiva que a mídia social havia preparado para mim, constatei que não foi o ano deles que foi ruim, só o facebook q n soube selecionar os “melhores momentos”.

De qualquer forma, e inspirei e decidi fazer a minha própria retrospectiva. Não tem tudo, mas tem o que eu considerei o que 2012 me trouxe de melhor!

Janeiro: Comecei o ano ao lado de pessoas queridíssimas, dias lindos de verão com uma leveza maravilhosa. No final do mês, extraí dois dentes e descobri que sou mais fraca para dor do que imaginava.

Fevereiro: Finalmente tomei a decisão de voltar a estudar, e comecei as aulas de espanhol. No carnaval, vivi dias inesquecíveis e descobri o que há de mais lindo naquelas ladeiras de Olinda.

Março: Após 27 anos, finalmente conheci as piscinas naturais de Pajuçara. Radicalizei e cortei o cabelo, renovei o visual e adorei! Me aproximei de pessoas fofas, entre um joguinho de war e um banho de piscina, descobri que aquelas pessoas não eram mais “meros conhecidos”.

Abril: Comecei passando um feriadão delicioso e torrando no sol da Barra de São Miguel. Curti a felicidade de gente que adoro se casando, Jackie e Bruno, Cícero e Flávia. Vi o Arthur sair da Ufal e entrar no nosso “amado” mercado de trabalho. E tive um aniversário surreal, que me fez ter quase certeza de que sei o que significa felicidade.

Maio: As tão esperadas férias, que ano passado não foram possíveis, dias de muita alegria em Sampa e minha primeira aventura internacional: Chile! Na volta ainda turistei em Maceió.

Junho: Defendi a liberdade das mulheres nas ruas, na Marcha das vadias de Alagoas; dancei quadrilha; descobri novas baladinhas e comi acarajé.

Julho: Comemorei 30 anos do casamento mais lindo do mundo, celebrei o tesouro que tenho dentro de casa, minha família. Aceitei o desafio de voltar às redações, cobri caminhada de candidatos, voltei a ver coletiva, catei pauta, e vi que ainda não era o momento, joguei pra a frente o desejo de redação. Ainda tive visitas caríssimas, das insubstituíveis Liu, Ju e Mari.

Agosto: Injeção de ânimo na área profissional, participei do Seminário de Comunicação da CNTE, em Brasília. Ainda nesse mês, ressuscitei meu blog e voltei a ter coragem de publicar textos que durante um ano inteiro só ficavam no rascunho.

Setembro: Comecei o mês sambando, muito feliz. Participei do Congresso Estadual de Jornalistas, e tive gratas surpresas, encontros e reencontros gratificantes.

Outubro: Me empolguei com o Alagoas Social Media, redescobri a filosofia através de  vídeos no youtube, e vi mais uma vez os casais prometendo a eternidade, em bonitas festas de casamento.

Novembro: Passei por cima dos receios, e encarei um ensaio fotográfico, ensaiando uma retomada à paixão pela fotografia. Participei mais uma vez do encarte afro, comemorando o dia da consciência negra e o aniversário da Cojira-AL, vi mais gente se casar, e encerrei o mês com a reconfortante visita da liu. Que antecipou a data do dia mais tradicional e importante do ano!

Dezembro: Já começaram as confraternizações; dei meus pitacos num planejamento importantíssimo; comecei a fazer balanço de 2012, e pensar no que quero pra 2013.

Isso tudo sem mencionar as coisas “de sempre”, que fazem de mim o que sou. Minha luta política, meu amor pelo trabalho e a tentativa de sempre fazer melhor, minha família querida, q sempre esteve e sempre estará aqui (com cantorias, declarações e discussões), amigos e amigas, que mantive e/ou aprofundei de uma forma linda o que já existia, os surpreendentes reencontros (e eles não foram poucos) e algumas aquisições valiosíssimas, como a querida Angélica Basthi, o cumplice das aulas de espanhol Valmir, a autoridade Matheus Gama, as cariocas Cris e Rafa, a doce Tetê, a divertida Suzuki, os maravilhosos Elaine e Rodrigo, os agradáveis colegas de site (foi rápido, mas marcou) e os profissionais de peso Milano, Larissa Bastos, Alessandra.

O ano ainda não acabou, mas já deu pra ver que valeu a pena. E eu que cheguei a achar que não havia sido um ano bom, pude constatar que não estava sendo justa comigo mesma. Hora de renovar o ânimo, e retomar os projetos abandonados pelo caminho. Feliz 2013 pra todo mundo!

*Peço licença às pessoas desconhecidas que me brindam com sua visita aqui no blog, para uma postagem tão pessoal. Espero que sirva para me conhecerem um pouco mais ou, caso não se interessem, ignorem. Voltaremos com as programações normais e postagens menos pessoais muito em breve.