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Compras coletivas – Vale a pena?

agosto 17, 2011

Tudo bem, esse é o assunto da moda desde o fim do ano passado. Vez por outra vira pauta de matérias jornalísticas, investigações do procon e, principalmente, rodas de amigos. Mas ainda tem muita gente desconfiada com esses superdescontos e como eu tenho tido experiencias muito boas com essa nova forma de mercado, decidi explicar porque eu recomendo.

A primeira vez que aderi a uma compra coletiva foi em dezembro, na área do entretenimento. Um amigo querido e desconfiado falou que daria pra comprar o ingresso de um show que iriamos juntos com desconto, mas ele não tinha muita certeza da procedência “tem que se cadastrar em um site, não sei bem como é”. Arrisquei porque o desconto era de mais de 40%. Deu certo e eu nunca mais parei. Tratamentos estéticos, comida japonesa, salão de beleza, esportes radicais, show, rodízio de carne, cinema… a sensação é de que dá pra fazer tudo mais barato através das compras coletivas.

Minha visão é apenas de consumidora, mas pela “reincidencia” de muitos empresários do ramo, concluo que o negócio está sendo vantajoso pra todos os lados. Claro que há controvérsias, algumas pessoas reclamam que o atendimento é diferenciado e que não vale a pena comprar “nessas promoções”. Mas a economia que se faz é tão grande, que uma ou outra vez que dê errado acaba sendo compensada.

Como diversas matérias já disseram, o segredo é se prevenir, observar os truques para não gastar a toa, nem levar gato por lebre. Regras como “é preciso levar um acompanhante que pague o valor inteiro” ou “válido apenas nos horários xx (horários que já tem desconto normalmente)” tiram toda a atratividade da oferta na minha opinião.

Há também quem tenha vergonha de comprar com desconto, de apresentar o cupom na hora de consumir ou de dizer que pagou barato pelo serviço. Nesse caso eu só lamento, o mesmo dinheiro dá pra fazer muito mais coisas quando a gente não tem vergonha de poupar.

Se você ainda não experimentou, conheça os sites de compra coletiva que mais trazem ofertas que lhe atraem, ou então faça como eu, olhe todos! Certamente alguma coisa chamará a sua atenção logo, logo. Brincadeiras à parte, deixo aqui uma pequena listinha dos locais que já fiz compras e deu tudo certo. Não estou dando garantias em nome de ninguem, só avisando que comigo deu certo até agora.

http://www.peixeurbano.com.br

http://www.groupon.com.br

http://www.clickon.com.br

http://www.tnhcolmeia.com.br

http://www.catado.com.br

http://www.citybest.com.br

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Ele é melhor por que?

julho 27, 2011

Houve um tempo em que a ingenuidade me deixava acreditar no acaso, nos acidentes de percurso, nos imprevistos. Houve uma época em que eu acreditei que pessoas legais seriam recompensadas no final, vendo o mundo ser tomado pela justiça divina e o “bem vencer o mal”. Esse tempo acabou.

Depois de observar mais atentamente, durante um periodo relativamente significativo, percebi que não existe o bem nem o mal, o justo ou o injusto, existe o lado que estamos. Se eu nasci em uma família que resolve as coisas através da violência, dificilmente vou condenar isso.

Se eu fui filha de pequenos agricultores, que vivem ameaçados por donos de fazendas enormes, dificilmente vou achar justo alguem ter direito a nascer dono de metade das terras de um município, enquanto meus pais não tem nem onde plantar o mínimo para sobreviver.

Quando uma pessoa não aceita trabalhar por um prato de comida, aquele que aos 20 anos nunca trabalhou e mesmo assim sempre teve tudo considera preguiça. “Aquele vagabundo agora tá cheio de direito, culpa dessa história de bolsa família que fica dando dinheiro sem o povo trabalhar.”

“É a natureza, Deus quis que uns tivessem mais direitos que os outros.” “Ele está pagando nessa vida por algum erro que cometeu na vida anterior.” “Ele vai pro céu quando morrer” Essas explicações grotescas soam muito mais bonitas para a sociedade que dizer que a forma com que estamos organizados no mundo é injusta e não dá condições mínimas pra todos.

Por algum motivo estranho, eu não consigo achar certo alguem ter direito a uma vida tranquila, com acesso a tudo o que as inovações e desenvolvimento podem oferecer, enquanto outros estão privados até de coisas básicas, como uma cama no hospital pra deitar depois de sofrer um enfarto. Quem determina que aquele cara que nasceu na família x, é melhor que o que nasceu na família y?

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A febre dos concursos públicos

maio 28, 2011

Estabilidade é um termo bem na moda ultimamente. Desde os meus (recentes) tempos de faculdade, sempre ouço conselhos para entrar na briga e passar em um concurso público. Sempre com a mesma justificativa: Estabilidade! Não importa se o emprego é meia boca, se eu passei quatro anos estudando pra engavetar um diploma, o que importa é ter a certeza de que eu nunca serei demitida. E por que eu tenho que ter tanta certeza das coisas, mesmo que a certeza seja tão medíocre?

Não acho que o concurso público tem que acabar, que as pessoas estão erradas em almejar tais cargos. Sou filha de servidores concursados, e sempre defendi que as vagas públicas devem ser preenchidas através de seleções públicas, sem indicações pessoais. Gosto da idéia de oportunidades iguais. O que eu acho complicado, é esse mercado bilionário que foi criado em torno dos concursos públicos, em que pessoas passam anos improdutivas, gastando fortunas em cursinhos e viagens, estudando matérias que não necessariamente pensam utilizar no trabalho, só para um dia ganhar um prêmio, a estabilidade.

Algumas coisas me soam absurdas, mas são comuns nesse meio de concurseiros. Esse pessoal vive viajando pra fazer concurso do outro lado do país, pra ocupar vagas em locais que nunca gostariam de morar. Daí quando são selecionados e nomeados, passam a vida reclamando e tentando uma transferência pra voltar pra casa. Se não queria ir, por que tanto sacrificio? Por que não selecionar melhor a vaga?

As pessoas deveriam escolher o concurso como escolhem a faculdade, pensando no que vão querer trabalhar o resto da vida. E para tal, poderiam estar sempre estudando e se especializando naquilo que vão trabalhar, acredito que desta forma teríamos profissionais muito mais competentes e eficientes.

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Bem X Mal

janeiro 7, 2011

Quando era criança, eu ouvia historinhas de todos os tipos, sempre na lógica “Bem X Mal”, onde o Bem sofre o tempo inteiro, mas no fim o Mal é punido severamente. Isso acontecia em livros, histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes, novelas, peças de teatro… Era sempre igual. Aí eu fui crescendo, descobri que na vida real as coisas não são bem assim.

Hoje, quando vejo a infantilização da discussão política, transformando um ou outro pensamento político em bem ou mau, concluo que as pessoas não estão levando a serio assunto nenhum.

Cansei de ver as pessoas criarem monstros para idealizar heróis. Quando olho um pouco pra a história da humanidade, sempre simpatizo mais com quem era satanizado(a) em nome de valores toscos que nunca fizeram bem a ninguém. Tive muita sorte, vivo em um tempo que, no meu país, as mulheres ainda sofrem com desigualdades, mas não são chamadas de bruxas nem correm o risco de morrerem queimadas quando tentam expressar livremente suas idéias.

Até quando vamos entrar nesse jogo de palavras que, de acordo com a conveniência de poucos, classifica seres humanos em bem ou mal? No mundo real, todo mundo já tomou atitudes que fazem mal a alguem, isso é humano. Mas o mais importante, é perceber que todo mundo já fez alguma coisa positiva alguma vez na vida.

Desenvolveram algumas ciencias como a psicologia e o direito para facilitar as relações humanas, explicar o motivo das ações de todo mundo. E aí a gente descobre que aquele pedofilo malvado é na verdade um cara doente. Que aquela mulher vive de cara feia porque apanha do marido, que aquela criança te assaltou porque não teve as mesmas oportunidades que você.

Se não existe bem ou mal, na hora da eleição a gente pode discutir ideias concretas. Os conservadores podem tentar convencer a população com argumentos fundamentados, de que o que eles planejam é o melhor. Os progressistas podem explicar por que acham mais importante as ideias de transformação.

Se não existe bem ou mal, não ensinamos nossas crianças a serem crueis e a discriminar pessoas. Não precisaremos distinguir um ser humano do outro por causa de sua orientação sexual ou religiosa. Teremos menos traumas de infancia e, consequentemente, adultos mentalmente mais saudaveis e menos crueis.

Nem bons nem maus, sejamos humanos.

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Qual é o plano?

janeiro 4, 2011

Há quase um mês eu estava fazendo um balanço de 2010, pensei em tudo o que planejei, e o que ficou faltando. O saldo foi positivo, e eu quis fazer planos novos para este ano que acaba de começar. Só que dezembro foi um mês forte, que me fez perceber que a maior parte dos sonhos que tenho depende da vontade coletiva. “É impossível ser feliz sozinho”! Então vamos aos planos:

  • Contribuir, mesmo que o pouco que posso, com a construção de um mundo menos injusto;
  • Ser mais tolerante com aqueles que não consigo compreender;
  • Ouvir mais e falar menos;
  • Relevar mais;
  • Ter força pra segurar a barra mais pesada e manter o foco no objetivo principal.

Continuo querendo emagrecer, viajar, organizar os papeis, pagar as contas, mas isso aí já é consequencia, e perde metade da graça qndo a cabeça não está no lugar. Feliz 2011!

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Hora de recomeçar

janeiro 4, 2011

Primeiro é preciso desapegar. Desligue-se de tudo aquilo que já foi finalizado, mesmo que não tenha sido por escolha sua. Não adianta ficar travando o caminho com nostalgias, transformando o que já foi bom em um fardo. O que a gente precisa é descobrir o novo, e manter o que ainda está vivo.

Manter o que está vivo é fundamental. O que cultivamos ao longo dos anos e continua nos fazendo bem é preciso ser guardado com carinho. O ponto crucial é não confundir esse sentimento com o anterior, saber identificar o que já acabou e o que ainda pode render frutos.

Depois disso, com o terreno limpinho, é preciso preparar a terra pra começar a plantar novas sementes. Fazer planos, pensar em formas de colocá-los em prática e, de preferência, estabelecer prazos reais.

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Religião não define carater

dezembro 17, 2010

Acreditar em Deus é um direito ou uma obrigação? Desde que comecei a repensar a minha fé (lá na adolescência), passando pelo momento que conclui a inexistencia do Deus que a mídia quer me vender, até o momento que eu me acostumei a ser mal vista sempre que declaro ser ateia, o sentimento mais cruel que já presenciei foi a crueldade que a ignorancia permite aos que acreditam ter alguma intimidade com um ser que ninguem sabe direito quem é.

Na sociedade atual, você tem direito de mentir, de “dar um jeitinho” pra sair das situações, de furar a fila, de passar por cima dos outros para se dar bem… Tudo isso é aceito com a hipocrisia de costume, contanto que uma vez por ano você converse com um padre e peça desculpas por isso, ou faça o sinal da cruz quando passar por uma igreja. Não precisa estar arrependido(a), você sabe que vai sair dali e repetir tudo, mas o que importa é pedir desculpas, Deus perdoa tudo.

Acredito que a fé tem sido importantissima para a sobrevivencia de muitos trabalhadores, não porque Deus ajuda, mas porque é se apegando a alguma esperança que algumas pessoas conseguem se conformar com as dificuldades e injustiças da vida. É por medo de Deus que muita gente segura a onda e trabalha duro em troca apenas da sobrevivencia, mesmo vendo as disparidades socias essas pessoas pensam “Deus tem um plano pra mim.”

Isso é bonito, mas está longe de ser justo. A ignorancia muitas vezes é um privilegio.

No início dessa semana me deparei no twitter com uma campanha que achei bem legal “Diga não ao preconceito contra ateus”. Achei inteligente e de bom gosto. Espero que iniciativas contribuam com o fim do preconceito, e que todo mundo tenha direito de acreditar (ou não) no que quiser, sem interferir da vida de ninguem.

 

 


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Balanço

dezembro 9, 2010

Sempre que chega o fim do ano, a gente começa a repensar a vida. O que foi que rolou? Estou no caminho que eu queria estar? Eu cumpri meus planos? Ano passado eu escrevi dois posts em relação a isso no meu antigo blog. Como será q ficaram as coisas?

dezembro 30, 2009

Em 2010 eu quero

Filed under: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 7:36 pm

Começar a plantar no terreno que preparei durante 2009 OK, mas n foi exatamente como eu imaginava.

Viajar a passeio OK

Viajar a trabalho OK

Conhecer pessoas novas OK

Tranformar as dores em cicatrizes OK

Paparicar meus amigos OK

Organizar os meus horários de folga OK

Concluir a pós-graduação OK

Colocar em prática os planos que fiz no trabalho Percebi que nem sempre depende de mim, me frustrei muito nesse campo, mas amadureci um pouco, e aprendi a não fazer planos pelos outros

Pensar mais, falar menos É muito dificil transformar hábitos, mesmo que nocivos. Mas estou avançando devagar

Arrumar tempo e cumprir as promessas de marcar com pessoas que há anos não vejo Não foi desta vez

Parar de querer voltar 10 anos e refazer o que tava errado na minha adolescencia OK

Parar de sofrer por pessoas que nem fazem parte da minha vida mais OK

Estudar inglês Planos adiados mais uma vez

Ir mais vezes ao cinema OK. Um namoro no meio do caminho ajuda a cumprir essa promessa, isso é fato

Continuar frequentando bares, e casas de pessoas legais OK

Fotografar mais O lado lúdico ficou preudicado esse ano

Chorar pouco OK Foi um ano mais racional, menos triste

Sorrir muito OK Amizades maravilhosas ajudam

Continuar sonhando Ambiente pouco fértil para sonhos, mas eles ainda estão dentro de mim

 

Saldo:

14 promessas cumpridas X  6 promessas não cumpridas = Resultado bastante positivo.

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Por uma infância sem racismo

dezembro 6, 2010

Por que ainda deixamos que alguém faça as nossas crianças acreditarem que a cor da pele faz alguma diferença? Por que ainda deixamos que elas sejam psicologicamente torturadas com piadinhas sem graça por irresponsáveis da mídia? Uma brincadeira aparentemente inofensiva em uma mente que está se formando gera traumas que acompanharão pro resto da vida.

Na última sexta-feira estive no Serra da Barriga (o maior Quilombo que se tem notícia), para o lançamento da campanha Por uma Infância sem Racismo, encabeçada pela UNICEF.

Foi um momento lindo, com apresentação de dados chocantes, apresentações culturais emocionantes, e a exibição de um vídeo que me tocou profundamente. O talento do Lázaro Ramos ajudou muito, mas o que me tocou mesmo foi o fato daqueles dados tão verdadeiros resumirem em menos de cinco minutos, um problema social tão forte que atrasa o Brasil há 510 anos.

É hora de intensificar a discussão e combater com mais afinco esse problema, pra que no futuro as crianças tenham seus direitos respeitados e possam nos encantar ainda mais com esses sorrisos lindos.

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De volta

outubro 18, 2010

Uma coisa que me incomoda profundamente é parar as coisas na metade, não dar continuidade a projetos que iniciei acreditando que trariam coisas positivas para a minha vida ou até para a de outras pessoas.

Infelizmente isso já aconteceu algumas vezes em minha vida, e pelo que venho analisando, vai se repetir por um bom tempo. Reconhecer o fracasso é uma forma de canalizar as energias e dar um primeiro passo para um sucesso. Por conta disso, vou ficando mais cautelosa cada vez que vou mergulhar de cabeça em um projeto, que vou dedicar meu tempo e meus esforços. Um dia espero conquistar a maturidade que me falta hoje, para compreender e ter paciencia pra esperar a segunda página para criar expectativas.

Há pouco mais de 2 meses não escrevo nada neste blog. Não é uma questão de esquecimento, muito menos falta de tempo, é uma especie de esgotamento mental temporário. Inumeras vezes nesse período eu cheguei a abrir a página, escrever textos inteiros, e apagar antes de publicar. Senti uma insegurança tomando conta de mim, e com o tempo comecei a fugir do assunto, escrever apenas no ambiente de trabalho, ou até mesmo no twitter, que se mostrou um ótimo espaço para manter as informações circulando.

Esse post é uma forma de me desculpar com as pessoas que, mesmo não encontrando nada por aqui, continuaram visitando periodicamente, talvez na tentativa de encontrar coisas novas. Agradeço e prometo voltar a me posicionar sobre os acontecimentos.

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